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Carregamento de celular com luz solar

carregamento solar celular

Provavelmente você, assim como eu, já deve ter pensado por que não há tanto aproveitamento dos nossos recursos naturais, como o vento e a luz do sol – em abundância, na região Nordeste, onde moro – para geração de energia. Bem, grande parte da nossa energia elétrica vem da água, que é recurso natural, mas eu imagino que poderia haver aproveitamento ainda melhor.

Uma gotinha no oceano, mas muito importante, aconteceu na última semana:  a instalação de uma estação para carregamento de baterias de celulares, tablets, GPS e outros gadgets usando energia solar, no Bairro do Recife (mais conhecido como “Recife Antigo”). É um trabalho de uma empresa startup (iniciante) chamada Silicon Reef, daqui mesmo do Recife, cujo diferencial está no chip, que pode armazenar essa energia por muito mais tempo – se Recife ficasse cinco dias sem sol, ainda assim a estação teria energia. O trabalho foi feito em parceria com o C.E.S.A.R,  Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife,  local onde trabalho e que é referência em termos de Inovação e Tecnologia.

Digo que é uma gotinha no oceano porque, enfim, é UMA estação no Recife Antigo – há outra, do mesmo modelo, em Porto de Galinhas.  É pouco? É, sim, queremos muito mais! Mas é uma gotinha que pode se espalhar, mostrar como essa energia limpa pode ser de uso diário, para todos. Gostei bastante da iniciativa.

Saiba mais sobre o trabalho da Silicon Reef e do C.E.S.A.R.

Três coisas bacanas da Copa do Mundo

Pronto, começou a Copa do Mundo! Indo de encontro aos #nãovaitercopa que se espalharam por aí, o Mundial já teve o seu primeiro jogo, com vitória da seleção brasileira. Sim, eu sei que a prioridade no país não deveria ser essa, sei bem das nossas mazelas, mas também sei que essa grana toda não teria resolvido os problemas brasileiros e que os jogos também trazem coisas como geração de empregos e divulgação do que temos de bom no Brasil, para o mundo.

Aliás, você sabia que esse Mundial no Brasil já é o evento esportivo mais postado nas redes sociais, em todo o planeta?  Esse infográfico mostra tudo.

Bem, se não estiver convencido, veja só outras coisas bacanas do Mundial, além dos próprios jogos:

exoesqueleto na copa

1) O exoesqueleto – É um trabalho incrível, comandado pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis. Faz parte do projeto “Walk Again” (ande novamente) e o objetivo é fazer com que paraplégicos voltem a andar, com a ajuda de um exoesqueleto (um esqueleto externo) controlado por impulsos nervosos. Uma pena as TVs não terem mostrado tudo do primeiro chute a bola do campeonato, feito por um paciente usando esse equipamento. É um enorme avanço na Ciência, no Brasil, gente! Espero que em poucos anos a gente possa dizer “lembra que isso começou na Copa de 2014? Já avançamos tanto!”. Para saber mais sobre o projeto, olha aqui.

reciclagem copa do mundo coca-cola

2) Ampliação dos programas de reciclagem, no país – Você sabia que o Brasil é referência mundial em reciclagem? Pois é, principalmente em alumínio. Ainda há muito (muito mesmo) a ser feito, mas é um movimento crescente. Durante o campeonato a Coca-Cola encabeça um trabalho fantástico, em parceria com cooperativas de catadores e processamento de material reciclado, em todo o país. Ganhei um livro lindo, contando todo o trabalho e mostrando números a respeito dele. Foram centenas – quase mil, na verdade – trabalhadores que receberam treinamento, que trabalharão no processo de coleta e que venderão o material recolhido, através das cooperativas. A ideia é reciclar pelo menos 65% do lixo gerado nos estádios, além do recolhimento de material também em outras áreas, como nas Fan Fests. Você pode saber mais sobre isso aqui.

decoração rua copa

3) O verde e amarelo nas ruas – Pode chamar de “patriota de araque”, de “gente besta, que se deixa levar pelo que a mídia quer” ou de qualquer outra coisa, entre as que já ouvi. Dane-se! Eu curto muito isso de o povo vestir verde e amarelo, decorar casas com as cores da nossa bandeira, de toda a animação. Acho bonito. Do mesmo modo que também acho bacana ter a cidade repleta de turistas (como eu trabalho no Recife Antigo, que é ponto turístico e é onde está situado o porto de passageiros, então vejo muita gente “de fora” por lá) – deve ser resquício do período que trabalhei no setor turístico.

Sei que muita gente só se liga em futebol e só defende as cores da nossa bandeira em período de Copa do Mundo. Mas, sabe o que? Em vez de reclamar eu prefiro ser feliz e torcer pela nossa seleção! Até pra quem não curte futebol pode sr algo bacana, já que é um bom motivo para reunir os amigos. Que venham os próximos jogos e que a taça seja nossa, no final!

P.S. Claro que há outro motivo ótimo para curtir o Mundial: os jogadores lindões! Inclusive aconselho que você dê uma olhadinha no Tumblr Vai ter Bofe!

Imagens: Divulgação e G1. 

This is ground

Já viram que lindos os estojos da This is Ground? Nem sei se podemos chamar de estojos ou se o nome deve ser “pastinha”. Bem, em inglês são “mod” e não são apenas “cases” para carregar o tablet e o smartphone. Eles são desenhados inspirados em profissões e estilos de vida. Dá uma olhada:

O designer

O designer

O ilustrador

O ilustrador

this is mod escritor

O escritor

O executivo

O executivo

O joalheiro

O joalheiro

A This is Ground é uma empresa de Los Angeles que faz objetos em couro – especialmente organizadores – e tem produtos de linhas limpas, elegantes e com um jeitinho meio “olá, eu vivo em um board do Pinterest (ou uma foto do Instagram)”.  Aliás, foi no Pinterest que conheci a This is Ground. Claro que a empresa tem outros produtos além dos mods, mas os achei tão lindos que acabei dedicando todo o post a eles.

#nãotemjabá #nãotemad ;)

A internet em tempo real


Click the animation to open the full version (via http://pennystocks.la).
Eu acho bacana quando eu vejo algo assim, porque mostra bem que a internet não é algo frio, que aquilo que dizem que “as pessoas entram nas redes sociais e se isolam” não é real, uma vez que isso aí que você está vendo nada mais é do que pessoas colocando tudo em movimento. Os números impressionam, não?

#internet #tempo #real

Salve o Velho Chico

rio são francisco carranca

Meus encontros com o rio São Francisco foram breves. Quando criança lembro de vê-lo em Petrolândia, da janela de uma pousada, quando fui ao casamento de um tio e, logo depois, em Paulo Afonso, na volta pro Recife, em forma de força (muita força mesmo, como energia, na Chesf). Lembro do encontro que tive com ele já adulta,  quando fui fazer uma matéria em Petrolina. Primeiro, o choque, ainda do avião: onde o rio tocava, através da irrigação, o que era árido ficava verde. Lembro que, já na cidade, adoeci, mas queria fazer aquela pequena travessia Petrolina-Juazeiro, de barco.  Foi bacana. Não me conformo de nunca ter ido em um desses passeios pelos canyons que circundam o Velho Chico – ainda irei e espero que seja breve.

Mas por que me danei a falar dos meus encontros com um rio? Porque hoje é o Dia Nacional em Defesa do  São Francisco! Bem, ele tem sido explorado ao longo de muitos anos, sem receber os devidos cuidados. Represa daqui, inunda cidade dali, usa na irrigação acolá e, ainda, a possibilidade da transição, sim, da mudança do curso que um dia a natureza lhe deu.

Então o Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco começou um trabalho para defendê-lo, que começa por querer a revisão participativa, democrática e tecnicamente rigorosa do Plano Diretor de Gestão dos Recursos Hídricos do São Francisco. Ou seja: que se verifique o que está sendo feito hoje, para que essa riqueza seja explorada apenas dentro de um limite que seja saudável para ele. Assim, o seu uso será justamente democrático e a sua saúde poderá ser preservada. Justo, não acham? Se concorda, olha aqui o abaixo-assinado que tem como objetivo solicitar essa revisão do Conselho Gestor do Programa de Revitalização.

Acho que essa é uma batalha que vale a pena a gente travar, mesmo que tenha que virar carranca, pra isso. Esse é o mote da campanha, que, aliás, curti bastante. As carrancas eram historicamente usadas, sob os mais diversos nomes, em navios, para afastar maus espíritos. Isso inclui as embarcações que percorriam o São Francisco. Se elas não são mais tão usadas dentro do contexto original, continuam sendo fortes elementos na cultura da área de Petrolina e Juazeiro.

Visite a fanpage e o site da campanha para ter mais informações a este respeito.