16/04

O quintal de Iran e a comida de “sustança”

POR Claudia Giane

 

Na primeira imagem, o próprio Iran. Depois, as árvores do quintal, a fila de Pitús e o povo do trabalho, no nosso "almoço feliz de sustança"

Dobradinha, asinhas e coxinhas assadinhas, sarapatel, pimenta e arrumadinho. Sustança e sabor!

Acho que eu já disse aqui no blog que “almoço feliz”, onde trabalho, é diferente de vários almoços felizes por aí. Não significa que vamos comer em algum lugar chique, mais arrumado, mas que vamos a um lugar de “comida de sustança”. Semana passada foi uma dessas vezes: fomos ao Bar do Iran, mais conhecido como “Quintal de Iran”, no bairro da Mustardinha. Já havia me chamado antes, mas desta vez eu não pude atender a um apelo: “bora comer dobradinha, Claudinha”. Amo dobradinha bem feita (a que minha mãe faz é incrível), então eu TINHA que provar.

Escolha acertadíssima! O lugar, na frente, não indica que é um bar, tem uma “companhia do sorvete” (ou algo assim), no muro. Você entra por um corredorzinho estreito e acaba chegando no quintal de Iran. Lugar amplo, com mesas embaixo de árvores, balanço para as crianças…maravilha de lugar! Seu Iran faz questão de dizer que é ambiente familiar, com direito a plaquinha para que os clientes evitem falar palavrão! Bem, ele pode pedir isso: de fato, é o quintal da casa de Iran, ele mora lá.

Pois bem, a parte gostosíssima: asinhas à milanesa, arrumadinho, sarapatel e dobradinha. Tudo acompanhado por cerveja geladíssima, e coca-cola na garrafa de vidro. E depois ainda vi que tem um caritó cheio de guaiamuns por lá…entendi como um “tenho que voltar, em breve”.

Ambiente limpo, descontraído, agradável (a sombra das árvores deixou um dia super-quente bem ventilado) e comida maravilhosa! Então esse é o veredicto: recomendo DEMAIS (e me convide, quando for). Vale a pena desbravar a Mustardinha pra chegar lá. Olha o link do lugar no Foursquare!

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CATEGORIAS: Gastronomia, Geral, Recife
04/03

Os cupcakes maravilhosos da Analu

POR Claudia Giane

 

Daquelas coisas ue você experimenta, gosta, mas só conta um tempão depois. Ainda bem que esta vale por muito tempo. Mês passado recebi uma caixa gigantesca e linda, no trabalho. Era da Analu Atelier de Doces, cheia de cupcakes. Aí eu sou toda desconfiada com cupcakes…acho que ficou TÃO na moda que eu enjoei. Ou apenas achava que era um bolinho com recheio e cobertura, nem sempre bom. Fica aquela impressão: se é bonitão, não pode ser tão gostoso (e vice-versa). Ah, que engano! Gostei da aparência, já que são feitos de um jeito lindo e bem cuidadoso, das embalagens, que são super-fofas, e, principalmente, do sabor, de massa saborosa e super recheado. O de beijo de côco e o Romeu e Julieta (queijo com goiabada) são meus preferidos.

Dá uma olhada na fanpage da Analu pra você ver se não são uma belezura mesmo.

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CATEGORIAS: Gastronomia
24/01

Vinho combina com brisa do mar

POR Claudia Giane

Já falei na Barracuda por aqui, no meu instagram, facebook e twitter, mas caso você não saiba: é uma barraquinha de praia, daquelas de vender água de côco, mas com um diferencial: vende comidas e petiscos bacanas, elaborados por chefs renomados e tem, entre as bebidas que vende por lá, cervejinha, vinhos e espumantes. Muito bom pra um happy hour diferente, em um lugar descontraído.

Há algum tempo a Barracuda tem, todas as quartas-feiras, a presença dos chefs fazendo alguns pratos na hora. E, há menos tempo, o lugar também está com uma coisa que é bem bacana, a “Quinta do Vinho”. É uma parceria com o Portal Vinho Club Premium, trazendo ao público bons rótulos com preços acessíveis. Como não poderia deixar de ser, sempre tem um petisco especial para harmonizar com um dos vinhos da noite.

Não é uma ideia diferente, ir à uma barraca de côco à beira-mar para tomar um vinho geladinho? Pois se você também curtiu corre JÁ pra lá, que hoje é quinta, então ~hoje tem!~…uma taça de um vinhozinho branco cairia bem agora, não acha? Vá descobrir se combina com a brisa do mar!

A Barracuda fica na av. Boa Viagem, no Pina, no quiosque 3 (em frente ao La Cuisine).

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CATEGORIAS: Gastronomia
08/01

Que tal experimentar um restaurante vegetariano?

POR Claudia Giane

Antes de começar o post, um comentário: não sou vegetariana. Como o que me dá vontade (e posso) comer. Isso inclui vegetais.  Então vez ou outra pode ser que nem entre carne na refeição. É assim quando vou ao Empório Vegetal, restaurante simples e gostoso, de comida vegetariana (como já indica o nome), que fica aquino Pina (zona sul do Recife).É pertinho do trabalho, dá pra ir a pé, então é uma opção prática.

A comida é saudável e gostosa (muito além de “saladas” e “folhas”, como quem nunca foi a um restaurante vegetariano pode pensar). Tem tortas, feijoada, farofinhas, bolinhos, ensopados e várias outras opções – a diferença é que não tem nada animal entre os  ingredientes. Então tem soja, proteínas vegetais, raízes (como macaxeira), legumes, verduras…tudo com uma apresentação diferente e gostosa. Não é um lugar que eu vá todos os dias, apenas porque enjôo de temperos e porque, como já disse, não sou vegetariana, sinto falta da “carninha”…mas para um “de vez em quando” é ótimo.  Para quem quer experimentar pratos diferentes (até inusitados, como a própria feijoada com carne de soja), algo saudável, verificar que comida vegetariana pode ser boa, gostosa e “de sustança”, recomendo o lugar (o único porém é que o suco sempre demora um bocado pra chegar). Ah, tem outra coisa: nem é caro. Esse meu prato da foto acima + um suco de morango saiu por onze reais.

Tem o endereço completo do Empório Vegetal na fanpage.

P.S. não é “jabá”, não foi convite, apenas gostei e compartilhei com vocês.

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CATEGORIAS: Gastronomia, Recife
26/12

O tal salpicão de Natal

POR Claudia Giane

Salpicão não é algo fotogênico, mas garanto que é gostoso. Então…esta receita era pra ir ao ar na véspera de Natal. Mas meu blog ficou fora do ar, porque a tonta aqui esqueceu de pagar o domínio. Então FUEN. Mas, tudo bem, a receita fica pro ano-novo.

Seguinte: sempre fui fã de festa de Natal, durante muito tempo a família inteira (materna e paterna) se reuniu aqui em casa e era muito bacana. O negócio é que o salpicão que o meu pai preparava é, desde sempre,uma das maiores tradições da mesa natalina da minha família. Na véspera de Natal, quando eu acordava, ele já estava na cozinha cortando os ingredientes, enquanto minha mãe preparava o peito de frango e havia alguma outra delícia no forno, perfumando o ambiente. O diferencial desse salpicão? Bem, meu pai detestava legumes e verduras (só comia, nessa categoria, milho, ervilha, batata e tomate – e esses dois últimos não entram nesse salpicão). Então quando apareciam aquelas receitas de salpicão com cenoura, batata ou qualquer coisa assim ele já resmungava “virou salada”. Bem, desde que ele se foi, há cinco anos eu fiquei encarregada da tarefa do salpicão, que eu faço com um misto de saudosismo, alegria e “dever cumprido”.  Sem mais delongas, olha aí o que tem:

- Um abacaxi pequeno, meio verdoso (nem verdíssimo, mas não maduro), cortado em cubinhos

- 300 g de presunto em cubinhos

- 300g de queijo prato em cubinhos

- um sachê (sabe qual é esse tipo de embalagem, né?) de azeitonas verdes, cortadas em pedacinhos

- uma lata de milho

- pouco menos de uma lata de ervilha

- passas (acho que uns 250g)

- Um peito de frango médio, cozido (tempere do jeito que você gosta) e desfiado

-  Duas maçãs verdes (generosas) cortadas em cubinhos

- uma lata de creme de leite

- um vidro (pequeno) de maionese

Mistura tudo (menos o creme de leite e a maionese), bem misturadinho que é pra ter todos os ingredientes em todas as porções. Em uma vasilhinha mistura o creme de leite com a maionese. Incorpora esse creme aos outros ingredientes e volta a misturar bastante, pra ficar tudo bem cremoso. Eu não coloco sal porque já tem azeitonas, peito de frango, queijo e presunto, pra salgar. Pronto, agora é só colocar na geladeira até ficar friozinho e servir. Bem vindo ao sabor mais tradicional do meu Natal! (e, normalmente, também do meu ano-novo)

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CATEGORIAS: Gastronomia, Geral
28/11

Intercâmbio de sabores no Festival Gastronômico de Pernambuco

POR Claudia Giane

 

Começou esta semana a segunda fase do Festival Gastronômico de Pernambuco, um dos maiores encontros desse tipo do país. Em sua 11ª edição, o Festival, que faz homenagem aos 100 anos de Luiz Gonzaga, teve a sua primeira fase em outubro, quando 28 chefs ensinaram várias receitas em uma Arena Gastronômica montada no shopping Tacaruna. Na fase atual, até sexta-feira 20 restaurantes pernambucanos no Recife, Olinda, Fernando de Noronha e Ipojuca receberão chefs convidados para um verdadeiro intercâmbio, de onde surgem trocas de receitas e pratos fantásticos. Agora corra para aproveitar, você tem até sexta-feira para ir a uma dessas casas e se deliciar! Dicas, fotos e locais estão na fanpage do Festival, vai logo dar uma olhada, escolhe o lugar, porque acaba rapidinho.

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CATEGORIAS: Gastronomia
22/11

Oficina do Sabor: 20 anos

POR Claudia Giane

Lagosta grelhada com camarões e anéis de Lula sobre purê de macaxeira com aji, quiabo e fava verde revogada na manteiga de garrafa, por Biba Fernandes, para o Oficina do Sabor

Olha, não sei se acontece com vocês, mas tem horas que me sinto uma pessoa privilegiada, diante de algumas oportunidades que recebo. Isso me aconteceu esta semana, quando fui convidada para o jantar comemorativo dos 20 anos do restaurante Oficina do Sabor. Mais do que um restaurante, a casa, que fica no sítio histórico de Olinda, é referência gastronômica e até ponto turístico pelas bandas de cá. O chef dono do lugar, Cesar Santos, pessoa simples e simpaticíssima, foi um dos primeiros por essas bandas a experimentar a mistura salgados + frutas em muitos pratos, em um restaurante (o camarão na moranga com molho de pitanga é o carro-chefe). Resultado: sucesso absoluto.

Cardápio da noite festiva, por vários chefs

A noite de anteontem foi com pratos de outros chefs homenageando o Oficina do Sabor: Claudemir Barros (Wiella Bistrô),  Joca Pontes (Ponte Nova), Biba Fernandes (Chiwake) e Leandro Ricardo. Uma noite sensacional, claro. Bem,  só posso desejar cada vez mais sucesso ao Oficina do Sabor e dizer que, se você não conhece o lugar, ainda, trate de resolver isso logo.

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CATEGORIAS: Gastronomia, Geral
12/11

Degustação de vinhos de Mendonza, no Nez

POR Claudia Giane

 

Post com dica para os que gostam de um bom vinho. Dia desses fui a um jantar harmonizado com vinhos de rótulo Rutini, no restaurante Nez do bairro de Boa Viagem, aqui no Recife. A Rutini é uma vinícola argentina, da região de Mendonza e tem, além de excelente qualidade, um grande peso histórico: foi fundada no fim do século XIX. Todos os vinhos tiveram explicações da gerente da Rutini, a simpática Sol Asensio.

Mas, enfim, vamos ao meu jantar harmonizado, no Nez. Simplesmente delicioso! Não só pelos vinhos, mas também pelos pratos deliciosos preparados pelo chef Bruno Didier, recém-chegado à casa, um discípulo do espanhol Ferran Adriá. Começamos o jantar com vieiras em escabeche de ervas aromáticas e “caviar” de hibiscus, acompanhadas do vinho branco (único deste tipo, na noite) Trumpeter Chardonay – combinação refrescante, com cara de “verão”. Em seguida, tomamos um Rutini Cabernet Sauvignon – Malbec, acompanhando mini mozzarelas de granna padano, com geleia de tomate e manjericão. Uma nova versão de salada caprese, mas  surpreendente: as bolinhas de queijo simplesmente derretiam (quase “explodiam”) na boca, de onde saía um creme delicioso. Minha primeira experiência com gastronomia molecular (e uma harmonia primorosa).

Em seguida tivemos carré de coelho glaceado, acompanhado do Rutini Cabernet Sauvignon 2009 e, para terminar, um vinho encorpado: Antologia XXVIII, acompanhando uma carne mais forte, o prime rib assado na brasa sobre uma emulsão de agrião. Para completar, uma tortinha de chocolate, acompanhada de um sorvetinho fantástico, de gengibre (coisa mais refrescante do mundo, que eu tomaria um pote inteiro).

E então? Curtiu?

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CATEGORIAS: Gastronomia, Geral
06/11

De bar em bar…

POR Claudia Giane

“…de mesa em mesa…”. Não, não vou falar de letra de música (brega? sertaneja? forró?) aqui no blog. Quero mesmo é falar do festival “Bar em bar”, que está acontecendo no Recife desde o final de semana passado (desculpa aí não ter postado antes, tive uns problemas técnicos).  Enfim, o festival, realizado pela Abrasel Pernambuco, acontece em 34 bares de Olinda, Recife, Jaboatão, Ipojuca, Garanhuns e Surubim. Cada casa tem um petisco escolhido especialmente para o festival, custando apenas 10 reais (eu, que adoro “beliscar”, gosto demais dessa ideia).

Curtiu? Quer saber onde achar um bar participante bem pertinho de você? Então confere lá a fanpage da Abrasel-PE que tem um mapinha com tudo! Corre pra aproveitar, que só vai até o dia 18/11.

P.S. o lançamento do festival foi lá no bar Ilha dos Navegantes, onde comi essa cebola recheada com charque aí da imagem  que, ó, recomendo muitíssimo (e quero mais!). =D

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CATEGORIAS: Gastronomia
09/10

Restaurant Week 2012, com queijo coalho

POR Claudia Giane

Prato do restaurante Mingus

Opa! Começou o Recife Restaurant Week 2012. Ok, por enquanto, só pra quem tem cartões de crédito bonitões (platinum, mega-ultra-algo e afins), mas a partir da próxima segunda-feira será para todos, o que significa que esses dias você, caso não tenha um desses cartões mega-blaster (o meu é comum, então estou nesta situação), pode simplesmente selecionar o que vai comer na próxima semana.  Os participantes selecionaram um ingrediente local que deve constar de algum prato do cardápio e eu adorei o produto escolhido: queijo coalho. Então é possível que você o encontre em entradas, pratos principais ou até sobremesas.

Para quem não sabe, o esquema é o seguinte: preços fixos para cardápios determinados, no almoço e no jantar.  Este ano, menus com entrada, prato principal e sobremesa por 31,90 reais +  1,00 realno almoço e 43,90 reais + 1,00 real no jantar. O um real vai para o Instituto Ayrton Senna. É isso. Já vou olhar o site para ver os cardápios da casa e pensar no que quererei comer.

 

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CATEGORIAS: Gastronomia, Geral