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Almoço no Kisu

peixe merluza negra kisu recife “Almoço da alegria” no meio da semana: pode? Sim, pode! Quem disse que só pode almoçar “bem” no final de semana e ficar, de segunda a sexta, nos almoços não-muito-felizes? Pois ontem eu fui almoçar no Kisu, restaurante delicioso que tem aqui no Recife. A especialidade da casa é “japa”, mas esqueça aquilo de só ter sushis, sashimis e afins. Tem isso – ótimos, aliás – mas tem outros pratos deliciosos, como cordeiro, magret e um entrecote maravilhoso – que é, aliás, um dos carros-chefe da casa!

Mas fantástico mesmo é saber que o restaurante tem um cardápio especial para almoço, de segunda a sexta-feira, com entrada, prato principal e sobremesa, por 35,90 reais (sem contar bebidas, claro). Precinho camarada, almoço delicioso, em um lugar sofisticado. Mas ontem eu acabei não entrando em uma das pedidas do cardápio do almoço (apesar de ter ficado com vontade do salmão teriaki), porque fui provar a merluzza negra. Só digo isso: delícia maravilhosa, que parece derreter na língua.

Tenho outras duas dicas para quem for lá:

ginger ale kisu recife

1 – Peça um dos drinks da casa. São muito bons! Se você não curte – ou não pode no momento – drinks alcoólicos, uma pedida certa é o ginger ale, feito com gengibre e limão siciliano. Pedida perfeita para refrescar.

bolo mousse de chocolate com sorvete de gengibre kisu

2 – Esqueça a dieta só esse dia e peça uma das sobremesas. Em outra ocasião eu havia experimentado o cheesecake (que vem em uma taça) e ontem pedi o bolo-mousse de chocolate, que vem acompanhado de sorvete de gengibre. Ainda estou indecisa em qual achei melhor. Talvez eu tenha que voltar e experimentar tudo de novo (desculpinha: eu uso).

Pois é isso. Vá e aproveite. Bom apetite!

P.S. O Kisu está  participando do Recife Restaurante Week, no almoço e no jantar. No almoço, só com reserva,  hein.

* Imagems - fanpage do Kisu

Festivais Gastronômicos no Recife

coma! comida festival gastronômico bolsa

Minha gente, o Recife Restaurant Week, um dos meus festivais gastronômicos preferidos, está rolando pela cidade e ainda não fui aproveitar! Não pode! Está entre meus festivais favoritos principalmente pelo fator “preço único”, pra conhecer lugares em que teria um certo “medinho” de entrar em dias comuns e achar tudo caro demais (às vezes a gente descobre que nem são tão caros). Pra quem não sabe, o esquema do Restaurant Week é o seguinte: os restaurantes participantes tem, cada um, um cardápio fixo para almoço e/ou jantar, com preço único (um valor para almoço, outro para jantar), já incluindo entrada, prato principal e sobremesa. Para saber quais são as casas participantes, preços e endereços, vá ao site do Festival. Aproveita, que é só até o dia 27/10!

Ainda seguindo na vibe “comida + festival”, começou a 12ª edição do Festival Gastronômico de Pernambuco. A Arena de Chefs está instalada no Shopping Tacaruna, onde você pode ter aulas gratuitas, com chefs renomados ensinando a fazer vários pratos. Coisa linda é ter também a Arena Kids, onde a criançada pode aprender a preparar pratos. Essa primeira etapa, com as aulas dos chefs, vai até o dia 20 (domingo), mas em novembro o Festival voltará com a segunda etapa, que contará com a participação de 20 restaurantes e chefs de outros estados dividindo as panelas com profissionais locais. Para saber mais sobre o Festival Gastronômico de Pernambuco, incluindo horários das aulas, acesse a fanpage do evento.

O melhor caldo de cana do Recife (não duvide)

Caldo de cana é uma coisa maravilhosa, né? Bem geladinho, acompanhado de um pastel…ô, delícia! Mas a gente sabe que não dá pra tomar qualquer caldo de cana, que se o “moedor” ou mesmo a própria cana estiverem sujos o risco de você ter um problema de saúde é certo. Aliás, já apareceram até casos de cana que passou pelo moedor com percevejo e…eca, eca, eca, melhor nem falar.

Mas tenho uma dica pra vocês: o Caldo de Cana do Jota. Fica ali na esquina da rua das Calçadas, centrão da cidade (o “vuco”), como quem está indo pra o Forte das Cinco Pontas. Foi lá que eu aprendi que caldo de cana não é verde, como a gente normalmente vê por aí, mas é amarelinho, quase da cor de um suco de laranja. O “seu Jota”, que comanda o lugar, me explicou que aquela cor escura é das máquinas – sujeira, ferrugem e até graxa ou óleo podem estar indo na sua bebida, já que nas máquinas tradicionais o caldo passa pela engrenagem. Então ele criou a própria máquina, com peças de inox (que não enferrujam), em que o caldo passa só pelo meio, nem chega perto de sujeira. Sensacional, né? O equipamento, que seu Jota diz higienizar todos os dias,  já está até patenteado.

Mas tem mais, no quesito higiene: a cana é sempre novinha, é toda limpa e raspada e guardada em um refrigerador, pra não ter risco de sujeira ou algum bichinho alcançá-las. Pra acompanhar o caldo de cana sempre tem pastel (de carne ou queijo), coxinha de galinha e bolinho de bacia. Refeição pra ninguém botar defeito! Custa três reais, cada item. Pronto, dica de “gastronomia” mais que especial pra vocês. Recomendo demais!

P.S. Olha, o “seu Jota” merece matérias em jornais, viu, porque é tem uma mente empreendedora, um invento que é bacana (e que é questão de saúde mesmo) e um produto – caldo de cana + lanche – sensacional. Fica a sugestão de pauta para os colegas repórteres (quem quiser o número do celular dele, é só me dizer).

“Árabe” e prático

Semana passada dei uma passadinha no Empório Pura Vida (em outro post falarei mais a respeito do lugar) e quase enlouqueci com a variedade de coisas gostosas que tem lá. Entre as coisas que comprei, destaque para a mistura pré-pronta de falafel e uma latinha de homus tahine. O falafel é um bolinho frito, feito a partir do grão-de-bico, bem comum em países árabes e também na cultura dos judeus. Já o homus tahine é uma mistura de duas coisas: homus, que é uma pastinha de grão de bico, e tahine, que é uma pastinha de gergelim.

A mistura para falafel que comprei é da marca Gardenia e não há muito o que fazer: coloca em uma vasilha, com 3/4 de xícara de água quente, mexe até formar uma massa, faz as bolinhas e frita. Super prática, não gruda na mão. Só tenha cuidado pra não fritar por tempo demais, pra não ficar duro (aconteceu com alguns, apesar de saber que esse bolinho, obviamente, é mais consistente que uma almôndega de carne). Aviso que são um tantinho salgadinhos (no sabor mesmo), viu. O homus tahine já veio pronto, então só misturei com um pouco de azeite e limão. Na falta de uma boa coalhada seca, também misturei um pouco de iogurte natural com limão, pra acompanhar.

Como eu também havia comprado quinoa, que nunca sei como preparar de um jeito gostosinho, resolvi usá-la em substituição do trigo pra quibe, no preparo de um tabule improvisado. Cozinhei a quinoa (não sei quanto tempo, foi “até parecer cozida” rs), escorri e misturei com tomate, pepino, coentro, hortelã e cebola, picadinhos, suco de limão, uma pitadinha de sal e azeite.

E foi assim que tive um “almoço mais ou menos de origem árabe”, hoje. Observe que não teve carne- e nem senti falta. Mas foi apenas porque achei que já era comida mais que suficiente pra mim, mesmo. Foi uma praticidade bem gostosa. Salamaleico!

#BotecoTour Roda de Boteco

 Sabe aqueles convites irrecusáveis de verdade, do tipo que você disser não, vai ficar se sentindo bem idiota, depois? Pois foi um desses que recebi da organização do festival Roda de Boteco, que está rolando aqui no Recife, sobre o qual já falei no blog: fazer um tour por bares participantes. Como não sou besta nem nada, lá fui eu! Peguei caroninha no “botecomóvel”, como a gente apelidou o carro que levava a turma, e parti pro #BotecoTour. A proposta era ir a três bares participantes.

Rabo da Nega, do Derbilhar

Primeira parada – Derbilhar. Como o próprio nome já deixa claro, o bar fica no bairro do Derby e tem como ponto forte ter mesas de bilhar/sinuca. Eu já havia ido lá, há alguns meses e tinha achado bacana, mas naquele dia estava super lotado. O petisco participante do Derbilhar é o “Rabo da Nega” – um delicioso bolinho de rabada. Crocantezinho por fora, carne suculenta por dentro, acompanhado de uma porção de pirão e um molhinho de agrião. Delícia, delícia!

Bolinhos de feijoada e de bode, das edições passadas do Derbilhar no festival

Ainda experimentei os petiscos das edições 2012 e 2011 do festival: bolinho de bode e bolinho de feijoada. Todos ótimos! Tudo acompanhado de cervejinha, ~pra harmonizar~. (nos 19,90, preço fixo dos petiscos do Roda, tem uma cerveja inclusa).

Miguerão, do Cia do Chopp

Segunda parada – Cia do Chopp. Lugar que de vez em quando eu vou e curto bastante, casa de um dos garçons mais conhecidos do Recife, o Joaquim, mais conhecido como “O Beijoqueiro” (um fofíssimo!). O petisco da casa é um Miguerão, em homenagem ao garçom “Migué”. Caminha de purê de mandioquinha com batata-doce, camarão com curry (pouquinho, só pra pegar o aroma) e pimenta, com uma coberturazinha de queijo e um crocantezinho maravilhoso, de torradinhas. Olha, eu comeria um pratão dessa delícia, para o jantar. Recomendo demais! (Foi com mais cervejinha, claro).

Pasteis do Beijoqueiro, da Cia do Chopp

Como não poderia deixar de ser, a turma ainda aproveitou uma porção dos famosos “pasteis do Beijoqueiro”, que já participaram de outra edição do Roda de Boteco. Os pasteizinhos são em homenagem ao garçom Joaquim, mais conhecido como “o Beijoqueiro”, simpatia de pessoa – pode se aproveitar pra ganhar um estalinho na bochecha.

Jamoneiras, do Pig Bar

Terceira parada – Pig Bar. Como assim eu não sabia da existência desse lugar? Lugar bem agradável, numa rua não muito movimentada de Boa Viagem. O petisco da casa, como não poderia deixar de ser, pelo nome do bar, é à base de carne de porco. São cestinhas de uma massa crocante (mas que não esfarela, o que acho maravilhoso!), recheadas com carne de porco e um creme de queijo. Por incrível que pareça, é bem leve. Quero voltar à casa pra provar outros pratos de carne suína.

Então é isso. Aproveita ao Festival, vai aos bares, dá a sua nota ao que provar (é uma competição, afinal) e se delicie com tudo. Pra saber mais a respeito do Roda de Boteco, olha lá no site.

*As fotos são do meu Instagram, porque foi assim que eu registrei o meu #BotecoTour (na última foto, como se vê, a bateria já estava no fim)bot, mas no site do festival tem fotos bacanas dos pratos, hein.