9 jul 2009

Mostra Moda e Rendez Vous, no Recife

Por Claudia Giane às 11:11 pm

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Este final de semana “promete” para quem gosta de moda e procura coisas bonitas e criativas a preços razoáveis aqui no Recife . É que acontecem dois eventos do setor, elaborados por gente moderna, bacana e de bom gosto. Um deles acontece a partir desta sexta-feira a partir das 14h, no Castigliani Café, na Fundação Joaquim Nabuco, sobre o qual escrevi outro dia (excelente!). Além de itens antigos vai ter muita coisa nova por lá, garimpada por gente talentosíssima. Entre as marcas de roupas e acessórios que poderemos achar por lá tem Baltazax, Aya e Golarrolê. Uma boa não só para comprar, mas também para encontrar gente interessante, ouvir música legal (quem estará lá será a DJ Allana Marques, da festa Putz) e se deliciar no próprio Castigliani. O pessoal garante que terá peças de 10 reais a 100 reais (bem acessíveis, né?). O Love Rendez Vous acontecerá também no sábado (11/07), no mesmo lugar e horário. Sigam eles lá no Twitter que ficarão sabendo de TUDO.

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Também nesta sexta-feira será inaugurado a Mostra Moda, no Espaço Elas, no bairro de Casa Forte. O evento, que acontecerá até o dia 25, reúne trabalhos desenvolvidos por 10 estilistas locais. Uma oportunidade excelente para comprar roupas e acessórios bacanas, escolhidos a dedo e, ainda por cima, de talentos da terra. Para saber mais, vá ao blog oficial do Espaço Elas.

Serviço:

Brechó Love Rendez Vous – Dias 10 e 11, das 14h às 22h30. http://twitter.com/loverendezvous / Fone: (81)9650.3284 

1ª Mostra Moda do Espaço Elas – Estrada do Encanamento – 1540 – Casa Forte – www.espacoelas.blogspot.com – Fone: 3266-1996 – Segunda a sexta – 10 às 19h. Sábados: 10h às 18h.

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9 jul 2009

Cirque du Soleil: como foi

Por Claudia Giane às 12:28 pm

Ontem estive no ensaio técnico geral do Cirque du Soleil, que cumpre temporada aqui em Recife (Olinda, para ser mais precisa). Bem, não se trata realmente de um ensaio, mas da apresentação em si, com tudo a que tem direito. A apresentação de ontem reuniu jornalistas, convidados e várias crianças e adolescentes, de istituições como a Escola Pernambucana de Circo e da Arricirco, escolas que ensinam, entre outras coisas, a arte circense a jovens do Recife. Antes de iniciar o espetáculo foi inaugurado um painel, inspirado em Quidam, elaborado por jovens das duas escolas, auxiliados pelo grafiteiro Galo de Souza. O painel está a venda, com renda revertida para as escolas.

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Antes de entrarmos na tenda principal, já começa o encanto, com a lojinha vendendo produtos incríveis, todos alusivos, claro, ao Cirque du Soleil. Desde chaveiros, ímãs e canecas, passando por camisetas e bonés até bolsas (lindas!!!!), estatuetas e máscaras maravilhosas. Os preços? Vão de 15 reais (ímãs do Cirque, programas de Quidam e canecas da temporada passada, Alegria) a mais de dois mil reais (máscara). As bolsas ficam em torno dos 300 reais. E, claro, DVDs dos espetáculos também estão a venda por lá. Achei lindíssimos os bonequinhos (estatuetas, na verdade) dos personagens do Cirque…também por 300 reais, em média. Eu queria comprar muita coisa (mesmo!), mas me contentei com uma caneca pra coleção. Ainda antes de ir para a tenda, como se tratava de uma noite beneficente, muita pipoca e refri pra todo mundo.

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O ESPETÁCULO

Maravilhoso, encantador, fantástico, de outro mundo. Essas eram as palavras que mais dizíamos a cada número que se apresentava no palco-picadeiro (giratório), no espetáculo Quidam. Uma mistura de circo, dança, teatro e ginástica. Quem pensa que já viu tudo em termos de circo é porque ainda não viu o Cirque atuando (parece exagero, né? Eu sei…mas vá e comprove). Começa, claro, com o mestre de cerimônias animando a platéia e sintonizando um antigo rádio, como que transportando a platéia para outra dimensão: entraríamos, a partir dali, no mundo de Quidam. Aparece a família: pai, mãe e filha. Aqueles tão distantes desta, que se sente tão só. E aparece o tal Quidam, o transeunte, para “transportá-la” para outro mundo, o do sonho e imaginação. Um detalhe: a música ali tocada é ao vivo.

O primeiro número de fato é da German Wheel (foto), uma demonstração INCRÍVEL (se prepare, usarei muito esta palavra) de força e equilíbrio. Algo que parece tão simples torna-se grandioso. Se já havíamos ficados embasbacados, o que viria em seguida deixou todo mundo de queixo caído: as chinesinhas dos Diabolos, mostrando o real significado da palavra “sincronia”. Logo depois, o Clown (palhaço), que realmente arranca risos da platéia (ri muitíssimo, e olha que nem tenho tanta facilidade assim pra rir de palhaçadas), principalmente porque leva gente da platéia pra atuar com ele. Em seguida, tensão com o Aerial Contortion Silk (o contorcionismo na seda, lá do alto, pendurada no teto), seguida das Skipping Ropes, uma mostra que pular corda não é apenas coisa de criança, também é arte. Para terminar o primeiro ato, antes do intervalo (para tomarmos fôlego!), tem o Aerial Hoop, que você vê no vídeo acima.

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Depois do intervalo, veio o Hand Balancing on Canes, da Olga Pykhienko, que deixou todo mundo impressionado com a força que tem, levantando o próprio corpo e se equilibrando sobre os braços. Logo depois, um dos números mais esperados, o da Spanish Webs, onde os três brasileiros da companhia atuam (eles também fazem parte de outros números), com o baiano Jailton Carneiro, que está há sete anos na companhia Cirque du Soleil, como astro principal. Aliás, quando terminou o espetáculo nós, jornalistas, pudemos conversar com os brasileiros. E, de fato, Jailton afirmou que o Spanish Webs, elaborado com cordas, é um dos números mais difíceis de apresentar, um desafio constante. Mas difícil MESMO é o que a goianense Grace Moura (foto acima) nos relatou: “O maior desafio é manter o corpo e a mente sempre saudáveis, fortes para tudo”. Ela, que está há quatro anos no Cirque du Soleil (e foi do Circo de Marcos Frota por oito anos) contou que os três brasileiros esperavam ansiosamente pela turnê no país de origem (“os de outros países também estavam curiosos em saber como seria”, disse), revelou que esta será a última temporada dela no Cirque: “só esperava essa vinda ao Brasil para encerrar bem e partir para outros projetos”.

Cirque du Soleil: Quidam

Então, um dos números que mais me impressionou: o Statue Vis Versa (foto acima). Neste, o casal Jérôme Le Baut e Anna Vicente mostram força, sincronia e extrema confiança um no outro. O número é executado lentamente, como convém, chega a ser dramático. Incrível!!!!Para completar o espetáculo tem a volta do Clown (mais uma vez com colaboração da platéia e recebendo justas palmas e gargalhadas da platéia), o Cloud Swing, com a incrível Donna Stevens dependurada no ponto mais alto da tenda, em um trapézio de corda e o Banquine, que encerra brilhantemente o Quidam. E, assim, termina o sonho, há a volta para a família, tudo de forma grandiosa.

Enfim, o Cirque du Soleil não é apenas um circo, como eu já disse. É um espetáculo grandiosíssimo, em que tudo está interligado de modo fantástico: música, cenário, maquiagem, roupas, artistas. São o mais perfeito exemplo de excelência no que se faz. Bailarinos, atores, cantores, artistas, atletas…é isso que eles são. Um espetáculo realmente inesquecível, que vale cada real do que se paga pelo ingresso (confesso que eu adoraria ir de novo, desta vez levando a minha mãe…rs). Portanto, se pode ir, não tenha dúvidas: vá! Vale muitíssimo! A temporada em Recife vai até o final de julho e daqui, segue para Salvador, Sao Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre. Para saber mais sobre o Cirque du Soleil, vá no site oficial.

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