12 abr 2009

Divã no Cinema: Uma Comédia sobre Revoluções Internas

Por Claudia Giane às 11:06 pm

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Essa dica de filme eu poderia ter dado há vários dias, quando fui à sessão para jornalistas de “Divã”. Mas achei melhor colocar aqui no blog apenas esta semana, já que essa comédia que tem Lilia Cabral como estrela estréia na próxima sexta-feira (17/04). É um filme despretensioso, sem grandes malabarismos e, por isso mesmo, gostoso de ver. É a história de Mercedes, uma mulher na casa dos 40 anos, aparentemente bem resolvida, com um casamento bacana, filhos legais e que resolve fazer terapia apenas para se conhecer melhor. A partir daí ela começa a analisar tudo que acontece em sua vida, a relação com o marido, vivido por José Mayer, as coisas que deixou para trás…e tem início uma pequena revolução interna. E nessa revolução cabe um caso com o personagem do Reynaldo Giannechini (beleza, né?) que se transforma em namoro e fica tudo bem confuso. E também um caso com o personagem do Cauã Raymond (mas ela não é boba nem nada, né?) em que acontece uma das cenas mais engraçadas, quando eles vão à boate e ela se dispõe a “sequelar” tudo! (empatada com a cena em que resolver fumar maconha). A relação com o marido (e, depois, ex), namorado, caso, filhos e a melhor amiga é levada em consideração – e até os sentimentos em relação à mãe, que morreu quando era criança. Uma vardadeira “passada a limpo”, justamente o tipo de coisa que acontece depois de remexer nas coisas dentro da mente, como ela começou a fazer depois de começar a terapia.

 

O interessante de Divã é que não é apenas um filme para rir. Serve também como uma reflexão. Afinal, uma história em que uma mulher começa a analisar a própria vida, rever valores e começa a mudar o rumo de algumas coisas em sua vida não é assim tão incomum, não é? Bem fácil se identificar, independente de a pessoa já estar na casa dos 40 anos ou não. Aliás, na entrevista que fizemos com a Lilia Cabral após a sessão de Divã foi justamente em que ela mais se identificava com a Mercedes, ao que ela disse “em muita coisa. Ela é uma mulher comum, é fácil se identificar com ela”. E é mesmo. Mas mesmo quem não está interessado em fazer reflexões o filme é bem bacana como pura e simples diversão, com muita leveza. Vale dizer que o filme é baseado na peça de teatro homônima que a própria LIlia Cabral levou para várias partes do Brasil (infelizmente, não aqui onde moro) e esta, por sua vez, foi baseada no romance escrito por Martha Medeiros e lançado pela editora Objetiva. Vale ver essa história de libertação interna. Repetindo: a estréia é na próxima sexta-feira. Fique atento!

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